Tenho adiado um tanto a seção "carros que dirigi", por outro nobre motivo: Não acho que os (3)leitores regulares do blog gostem tanto de ler sobre carros quanto eu. Se gostassem, procurariam blogs que falam do assunto, como o AutoEntusiastas.
Mas o fato é que gostaria de falar sobre isso aqui. Peço paciência, mas é isso, ou não escrever nada, já que há leis proibindo-me de falar de outros assuntos de maior relevância no momento (como violência escolar), e há irrelevâncias das quais até gostaria de falar, mas faltam-me o tato e o tempo para dizer algo sobre, sei lá, o fim do BBB ou o acidente do filho do cantor famoso.
Um dos carros que dirigi foi o Classic (antes Corsa classic, antes ainda corsa sedã). Embora o Chevette tenha continuado sua existência com o nome Kadett, o classic pode ser considerado "sucessor espiritual" do pequeno sedã de "baixo" custo. Baixo entre aspas, por que pagar mais de 20 mil num carro não pode ser considerado pouco. Somados os impostos e as facadas da concessionária em cada revisão, chega-se à conclusão que não existem carros que seja baratos e novos ao mesmo tempo no Brasil. Nunca existiram, na verdade.
Gostei de algumas coisas no carrinho minúsculo: O consumo, por ser um carro à álcool (não era flex) com um desempenho não muito xoxo, pareceu-me beber pouco. Para isso a ajuda do conta-giros foi fundamental: É possível observar o estado do motor, quanto "fôlego" ele tem antes de cada troca de marchas, ou se a rotação já está fora da faixa mais econômica. Pode-se ir trocando as marchas em uma ampla gama de rotações, privilegiando conforto, economia ou desempenho, conforme a situação. Destaco ainda a vocação urbana, com as dimensões exíguas, minúsculas, enxutas, ridiculamente pequenas (MAS QUE M#@$@ DE CARRO APERTADO!!!) e ótima visibilidade.
Há que se dizer que o banco traseiro acomoda melhor que o do Ecosport. Mas na frente, principalmente para quem dirige, a sensação é que ou suas pernas ou o espaço para elas foram mal projetados. Como uso as pernas há mais tempo que o carro, e essa foi a primeira vez que notei alguma falha, credito isso ao espaço para elas no carrinho. Se o banco está bem ajustado ao volante, elas incomodam. Se ajustar o banco procurando uma boa posição para as pernas, elas ainda permanecem tortas, o espaço para o banco traseiro some e não se alcança nem o volante, nem os demais comandos (e, sinceramente, sem os pedais!) como se deve. Nada que seja o fim do mundo, entretanto. O acabamento é pouco caprichado, feito em materiais pobres, mas ainda muito melhor do que seria aceitável. Mecânica e suspensões na média dos dias atuais, o que é bastante seguro. A direção não era hidráulica, e era mais pesada que a de um Opala nas mesmas condições (natural, o Classic tem tração dianteira e isso deixa a direção mais pesada) Um volante pouco maior ajudaria, e já que trocou o volante, um de empunhadura mais fina estaria mais ao meu gosto.
Uesi o porta-malas, mas nem de longe em sua capacidade máxima. Posso dizer que para mim, ele funcionou mais de tudo como uma espécie de aerofólio gigante. De qualquer modo, há uma ressalva: O banco traseiro, que nas primeiras versões baixava para aumentar a capacidade de carga, agora é aparafusado. Tenho medo de pensar onde mais a GM fez essas economias porcas.
No geral, foi uma experiência divertida, e, comparando com os concorrentes, principalmente com o Celta, seria uma opção a considerar caso fosse comprar um carro hoje...
Uma imagem aleatória. Depois coloco a foto do carro.
muitomacho - agora pegando mais leve
sexta-feira, 27 de abril de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Começa a campanha "vamos tirar o planeta do sufoco", da APAS (Associação Paulista de Supermercados), retirando de circulação aquelas vilãs do meio ambiente, as sacolinhas plásticas. Pode haver boa intenção no meio dessa história? Duvido, mas pode.
Eu até gosto das sacolinhas. Não vou dizer que dá pra nutrir um amor, mas elas servem à sua função, e depois você pode soltar seu "lado Macgiver", fazendo pequenos para-quedas, balões, improvisando um barbante para segurar uma árvore, fazendo uma bolsa de gelo, embrulhando toscamente alguma parte do corpo que não se queira molhada, como fazem os motociclistas com os pés, etc.
O fato é que as sacolinhas, após usadas, as sacolinhas eram normalmente destinadas a embalar lixo. Uma conta simples: Se você produzir um volume de lixo parecido com o volume de produtos comprados em mercado, não precisaria ter a despesa de comprar o saco de lixo e em seguida jogar as sacolinhas dentro.
Meu palpite (não estive em nenhuma reunião da APAS) é mais que via-se nisso a incoerência de vender menos do que se poderia de uma mercadoria (os tais sacos de lixo), por estarem dando um substituto gratuito (a sacolinha).
Quando, há eras, trabalhei como empacotador, notei que os supermercados tendem a ser bastante mesquinhos com as sacolinhas. O motivo disso é que elas custam em torno de 19 décimos de centavo cada, sem retorno aparente algum .
Lembremos do Princípio Dilbert: Se o cara fosse competente para algo, não estaria numa posição de liderança. Sendo assim, se algo parece não dar lucro ao dono do mercado, esse algo deve ser evitado pelo mercado. É sabido que alguns mercados simplesmente desligam suas geladeiras quando sai o último cliente para economizar energia. Não estou certo que sejam sempre os pequenos a fazer isso.
Um aparte: Sabe o café que a maioria dos mercados oferece? Ele está lá por que os clientes evitam os mercados que são mesquinhos a ponto de não oferecê-lo. Disso deduz-se sem dificuldade (pois, se fosse levemente difícil deduzir isso os administradores não o fariam) que clientes não gostam de mercados que pareçam mesquinhos. Mas como ser mesquinho sem parece-lo? Esse dúvida deve ter passado por várias cabeças no passado, mas não agora: O ecochato está na moda!!!
E, nada mais maneiro para um ecochato que "todos fazerem um sacrifício para o bem comum". Eu sacrificaria de bom grado quem inventou esse discurso, mas vamos em frente, afinal, temos de pensar no planeta que deixaremos para nossos filhos (Nossos? Eu sou solteiro, conheço um monte de gente que não tem filhos, sem falar nos estéreis e nos gays, que, mesmo que queiram muito, não reproduzirão. De novo, vá lá...), já que o Planeta, um dia, será deles (SOCOOOOOORRROOOO!!!! Mas, que seja, em frente com o discurso). Juntando os dois, podemos colocar algumas imagens de tartaruguinhas sufocadas, uma musiquinha triste, e pronto: Os ecochatos compram a idéia de que as sacolinhas devem ser extintas!
Ecochatos, aliás, não são muito bons em pensar: Odeiam ficar sem energia, odeiam usinas termoelétricas, odeiam usinas nucleares, odeiam geradores hidroelétricos. Gostam mais de paineis solares, que liberam metais pesados no ambiente, e das usinas eólicas, que são instáveis, caras, ocupam áreas cultiváveis e atrapalham o fluxo migratório dos animais.
Mas como as pessoas carregarão as compras? Ué, e o porta-malas do carro serve pra que? Basta ligar um motor à combustão cada vez que quiser um pãozinho. Lixo? Para um ecochato não existe lixo, você que não está sabendo reaproveitar. Guarde-o em casa. Invenções bizarras? Oras, faça-as com outra coisa. Um ecochato de verdade fará beicinho e falará que "você (snif) está matando(snif) o planeta (lágrima). É o único que temos. (outro aparte: CLARO que é o único que temos, caralho! Acha que estou dividindo ele com você por que quero?).
O problema é que, alem da história de ser ecologicamente correto acabar com as sacolinhas ser bastante fajuta, ainda acaba com um costume adquirido: O da compra por impulso. Todo mundo já deve ter passado pela experiência de entrar num mercado só pra passar um tempo, ou fugir da chuva, ou para comprar só uma coisinha e achar várias coisas interessantes, levando pra casa muito mais do que havia planejado. Esse hábito terá que morrer a partir de amanhã. E com ele, um percentual significativo dos lucros do mercado. Como mantê-los, equilibrando as compras em caixotes nem sempre disponíveis, nem sempre com cheiro compatível com o que você comprou, nem sempre resistentes à chuva? Sair do mercado com ítens de açougue, um sangrento pedaço de animal morto e esquartejado sendo exibido para todos em seu caminho enquanto é arrastado pelas ruas e alamedas pode não parecer tão legal quanto soa agora. Principalmente com cães famintos no caminho.
Talvez a APAS tenha dado um tiro no pé. O povo, resignado, fará sua parte. Parece que suportar pequenas privações e achincalhamentos faz parte da cidadania nacional. Mas, em algum momento, as sacolinhas farão falta.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Só pra constar (2)
Novos links no blog:
- Menina não pode: Antes que perguntem, não é um blog sobre regras do que meninas não deveriam fazer. Há até uma <ótima aula sobre grandezas relativas, que pretendo usar esse ano.
- Um sábado qualquer: O Deus dos quadrinhos, precisa dizer mais? O mestre Ruas já foi parar nas minhas aulas.
- O blog da MDOM: Nada mais justo: O endereço deste blog é um segredo guardado a sete chaves, e apenas três pessoas sabem qual é. As outras duas repartem o mesmo blog, o MB. MDOM, que luta na Terra dos Ventos Frescos contra os antigos mestres e os jovens trolls é a guardiã do terceiro segredo (isso pareceu muito mais importante do que é de fato!)
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Mais um da série...
Nota-se a total falta de simetria e mesmo as linhas tortuosas; Para esse desenho, não contei com muita coisa alem de um lapis e papel (na verdade, os equipamentos extra foram um apontador estiloso, uma música chata na rádio e a disposição de voltar a desenhar depois de quase um ano...)
Considerando tudo, não dicou tão mal... Acho.
domingo, 8 de janeiro de 2012
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