domingo, 5 de novembro de 2017

Lendo "a riqueza das nações". Adam Smith tem uma visão meio estranha de hidrografia, mas é tolerável na parte dos alfinetes e dos galgos. Capítulo IV dá sono pela lentidão com que ele faz o progresso da ideia de dinheiro. O parágrafo principal do capítulo está aqui: "Importa observar que a palavra VALOR tem dois significados: às vezes designa a utilidade de um determinado objeto, e outras vezes o poder de compra que o referido objeto possui, em relação a outras mercadorias. O primeiro pode chamar-se "valor de uso", e o segundo, "valor de troca". As coisas que têm o mais alto valor de uso freqüentemente têm pouco ou nenhum valor de troca; vice-versa, os bens que têm o mais alto valor de troca muitas vezes têm pouco ou nenhum valor de uso. Nada é mais útil que a água, e no entanto dificilmente se comprará alguma coisa com ela, ou seja, dificilmente se conseguirá trocar água por alguma outra coisa. Ao contrário, um diamante dificilmente possui algum valor de uso, mas por ele se pode, muitas vezes, trocar uma quantidade muito grande de outros bens." Bom... Diamantes são usados em algumas tarefas, como cortar vidro, polir pedras preciosas, fabricar bisturis, etc. E água pode ser bem cara, basta ver o quanto se paga por uma garrafa de Perrier em um restaurante da moda, ou por um balde dela em uma situação de seca, mas a ideia básica é essa. Acabando o livro, mais tardar na próxima década, volto por aqui.

domingo, 10 de setembro de 2017

Não


Desculpe se você veio até aqui por algum motivo especial. O fato é que nada tem acontecido nos últimos anos. Estou aqui apenas para verificar se lembro-me como se edita um texto em HTML e se o blog ainda funciona. De mais, tenha uma boa vida.

sexta-feira, 4 de março de 2016

O que dizer sobre hoje?

Em primeiro lugar, que voltei a escrever no blog, depois de tanto tempo. Isso pode ser bom. Pode voltar a ser um hábito, agora que não há mais pressão para fazê-lo. E voltei porque tenho uma opinião, que é só minha e queria registrar, mas não gostaria de resumir a 140 caracteres nem que virasse um "curti". Na verdade, embora haja o potencial de o mundo todo ler isso, escrevo para lembrar-me. A mim, apenas. E o que aconteceu hoje? Comigo pouca coisa. Final da terceira semana de aulas, pensei em uma prova para que os alunos do segundo ano não fiquem com matéria demais acumulada, seis aulas de manhã, tarde e noite para pensar em mercado (e em como aos poucos as pessoas usam a desculpa de uma crise para aumentar o preço do leite). Ao ex-presidente Lula, as coisas foram bem menos tranquilas: Acordado na mesma hora em que eu saía da cama, foi conduzido a uma delegacia prestar depoimento por quase quatro horas. Ficou puto, claro. Quem não ficaria? O negócio é que eu bravo, apenas posso ficar bravo. Com muito esforço, posso ter um enfarto, mas como nem isso aconteceu até hoje, pode ser que nem esse poder eu tenha. Quando o Lula fica bravo, as coisas que ele consegue fazer vão um pouco além. Para começar, chamou o líder de seu partido e discursou para a imprensa. Nunca foi mais pré-candidato à presidência que hoje. Da ação em si, há algo estranho. Se o Luis foi depor sempre que chamado, porque mandar camburão, imprensa, o escambau a quatro? É legal a Polícia Federal aparecer sem aviso na porta da casa de uma pessoa e levá-la para prestar depoimento, sem direito a uma consulta a advogado, nem nada? Isso viola vários princípios, como a inviolabilidade do lar, a liberdade de locomoção, a pressuposição de inocência, etc., que tanto ouço serem as bases de nossas leis? Tenho meus medos quanto a isso, pois trabalho com duas hipóteses: 1 - Lula é inocente: Isso não é tão impossível quanto algumas pessoas pensam. Ele é uma pessoa esperta, influente e carismática o suficiente para que ele mesmo não precise envolver-se ou mesmo saber da ocorrência de crimes que o beneficiem. Há ainda a questão de que depoimentos são uma prova bastante circunstancial num caso dessa importância, e é bem difícil achar que provas materiais apareceriam por aí, de bobeira depois de vinte e quatro fases de investigação. Pode, sim, ocorrer de Lula ser inocentado. Isso preocupa porque, nas palavras dos executores da ação, qualquer pessoa pode ter o mesmo tratamento que Lula teve hoje (ser acordado pela polícia, conduzido em camburão, etc.) Não é exatamente tranquilizador saber que a Polícia federal pode fazer isso com você sem precisar de um bom motivo... 2 - Lula é culpado: Também não é impossível: Poder corrompe, poder absoluto é um tipo de vício, diria a capa do GURPS Illuminatti. Acho até menos provável que haja desvio de dinheiro que tráfico de influências, venda de informações privilegiadas, etc. E então? Como fica a investigação, se essa operação for irregular? Todo o trabalho feito em conjunto por Judiciário, Receita, polícia civil, polícia militar pode ter sido jogado fora por conta de um espetáculo televisivo. De qualquer modo, foi dado muito a se pensar hoje. No discurso que fez, Lula deu uma ótima ideia de usar um decanter como vaso e falou de um "Eles", que pode muito bem não ser uma elite tão genérica assim. É claro que mandar o PT inteiro para a cadeia, incluindo a presidente é mais fácil que mencionar numa linha que seja um filiado do PSDB. Não basta ser corrupto, tem que deixar claro quem corrompe. Vou dormir e pensar um pouco, portanto.

sábado, 6 de junho de 2015

Eu sabia o que viria a seguir. Não era a primeira vez. Mesmo assim, tentei parecer surpreso. A pontada no peito se espalhando pelo braço esquerdo é bastante divulgada, mas qualquer dor acima do umbigo em minha situação já teria me dado a certeza: Infarto. Falar enquanto o coração explode não é uma tarefa fácil: Ao sugar o ar, parte do sangue que sai do coração entra nos pulmões, numa sensação parecida com um engasgo muito forte. O reflexo é tossir. Estranhamente, por muito tempo, acreditou-se que estimular essa tosse pudesse fazer bem, mantendo o coração no ritmo e adiando a morte. Não era o caso. Em poucos segundos, eu expeliria um jorro de sangue com tosse ao invés do último suspiro. Agarrei o casaco de meu interlocutor e reuni forças: "Ajude-me". "Te ajudar? Ajudar você? Tem alguma ideia do problema em que estou? Do problema em que VOCÊ nos colocou? Nós podemos ser mortos por uma..." Estava mesmo muito difícil prestar atenção. Eu sei que já tinha visto aquela pessoa antes, mas o que me deixou realmente feliz foi o fato de ter conseguido ir parar ali.

domingo, 5 de abril de 2015

"-Sim", ele disse "é verdade, mas apenas de certo modo." Confesso que minha surpresa era grande. Não esperava que ele dissesse algo. Na verdade, não esperava que ele estivesse ali. Mais uma olhada e quem estava no lugar estranho era eu.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Desde 2013 não se escreve nada por aqui. Realmente foi um ano ímpar. Mas não mudou o fato de que não acho tempo para coisas que considero importantes. Pouca coisa tem mudado nesse tempo todo, na verdade.

sábado, 4 de maio de 2013

Voou hoje (na verdade, ontem, por volta das 20:00), até uma altura aproximada de seis metros, o foguete DD01. DD vem de Diet Dolly, que é o refrigerante que estava na garrafinha de 350ml antes que ela virasse equipamento de teste. Propelido com apenas uma colher de bicarbonato e não mais que 50 ml de vinagre, alcançou tal altura em trajetória quase vertical, o que foi um feito, de qualquer modo.
Julguei que tal fato pudesse merecer registro, mas não acho que mereça a audiência de um Facebook da vida.